Aos grandes marinheiros: Mariana e Kikinho, pela primeira parte da viagem.
À Thita pela ajuda permanente. És magnífica.
Ao Sérgio pela musica que nos escolheu para a viagem. É só bom gosto.
À XUNGUINHA. Temos saudades de ti.
Ao pessoal do escritório, sem o qual nada ficava on-line.
À Beatriz
À Isabel.
À Luísa
À Ana
À Joana
A todos os amigos que me enviaram SMS na noite da tempestade, tornando-a um pouco mais confortável.
Aos apaixonados da vela, que se foram cruzando na nossa viagem. Principalmente ao Manuel João, valente marinheiro de 11 anos. Com quem tiramos as fotografias na ilha do tesouro.
A todos os que aqui passaram, pelas palavras gentis e carinhosas com que tratam a Inês.
Aos companheiros de vela que foram capazes de sonhar e de se emocionarem com os nossos dias.
A todos os que nos enviaram e-mail a perguntar se era mesmo verdade.
À minha licença de telecomunicações (CT1 FTP).
Ao Carpe Diem.
Aos que lutam por contrariar os dias que teimam ser cinzentos.
À Inês, que me faz sentir orgulhoso desta complicadíssima tarefa que é educar.
Obrigando-me a nadar várias horas por dia e a comer “ténèrinha” 15 dias seguidos.
A todos, muito obrigado,
pai da Inês
O “provérbios”, continua no seu formato normal. Voltamos nas próximas férias. Talvez para subir o Douro. E entregar a rolha ao dono. ;)
16:30 - Descobrimos.
Registo da Inês - Fartamo-nos de subir. Perto da marca estava com medo. Não tinha lá nada, só pedras. O meu Pai começou a levantar as mais pequenas. Depois procurou com o GPS. Dava debaixo de uma pedra maior. Ajudei-o. Era lá. Mas não vão acreditar. É uma rolha que tem um número e uma casa desenhada. Diz em letra miudinha. "...parabéns Comandante, entregue-me na casa certa..."
Registo do Pai da Inês – Fiquei exausto com a subida. Encontramos o tesouro. Foi fantástico. Fantástico.
14:00 - Na ilha.
Registo da Inês - A ilha tem um lago. Do lado de lá, vejo rochas enormes.
Registo do Pai da Inês - Atravessamos a ilha. A marca é por aqui.
Uns 20 metros acima do nivel do mar.
No meio deste encanto tão grande.
12:33 - Frente à praia.
Registo da Inês – Chegamos. A Ilha é lindíssima. Tem um monte de barcos aqui. Vamos tomar banho e almoçar. A viagem a pé até ao local ainda é longa.
Registo do Pai da Inês – A minha filha obriga-me a nadar horas seguidas. Ela adora nadar e mergulhar do barco. Tenho aqui uma forma engraçada de vos mostrar esta ilha. Um, dois, três.
11:00 - A caminho.
Registo da Inês – Ao viajarmos para as ilhas, uma gaivota acompanha permanentemente o barco. Fui buscar pão. Ficou tão mansinha que o meu Pai parou o barco e foi-lhe dar de comer.
Registo do Pai da Inês - Partimos para a “Isla del faro”.Vamos tentar ancorar o barco na “Playa área das rodas”. Do lado de lá a ilha é muito rochosa. Seria mais perto mas muito mais perigoso. Com as coordenadas que recolhemos, sabemos exactamente o ponto onde temos de procurar (N42º 13,53`, W8º 54,40`). Mesmo que não exista nenhum tesouro não tem mal. Já conversei com a Inês.
10:00 - Sabemos exactamente onde procurar.
Vamos para a ilha.
09:00 - No castelo. A última marca.
Registo da Inês – Paramos o barco frente a uma das entradas pelo mar. No alinhamento. Subimos as escadas com algum medo. Depois, escondidos pela vegetação fomos procurar “… o canhão que aponta o caminho das marcas…” Não foi uma tarefa fácil. É gigantesco o castelo. Não tínhamos por onde entrar. Resolvi subir uma das muralhas perto da ponta de um canhão. Sorte. Estava no canhão certo. É esta a marca. Já temos tudo. Ao longe, vejo as ilhas.
É lá. Arrepio-me.
22:00 – Marcamos as coordenadas das cruzes na carta.
Registo a Inês - Temos as linhas que marcam o local do possível tesouro. Agora só temos de procurar a ultima marca dentro da ilha militar. É muito pertinho de Baiona.
Registo do Pai da Inês – É curioso que na carta Náutica está Bayona tal como Santa Maria de Oya. No meio das obrigações legais, aproveitei para tentar saber como se escreve Bai(y)ona. Fiquei sem entender. O Alcaide, escreveu assim:
“… Bayona la Real, capital internacional del turismo de la Rías Bajas, bandera azul de los Mares de Europa, conjuga el sabor de su historia con la hospitalidad de un pueblo que un día vio arribar la carabela "Pinta" a buen puerto.
La extraordinaria belleza de su bahía, salpicada por playas de un encanto especial, sus numerosos actos culturales y festejos, y su clima, son entre otros, parte de los innumerables atractivos de que goza este municipio.
Bayona la Real, por sus numerosos monumentos, así como por el conjunto de sus calles y edficaciones, ha sido declarada por Patrimonio "Conjunto de interés turístico y monumental".
Esta villa ha sido, es y será pues, el lugar idóneo para que residan aquellos que gusten disfrutar de los encantos que proporcionan toda su historia y su naturaleza
Manuel Vilar
Alcalde de Bayona… “
Quem sou eu para o contrariar.
“É aqui que nos encontramos, e obrigado por nos tratarem tão bem. O Alcaide Manuel Vilar pode orgulhar-se de ter duas “Bai(y)ona”. Encantado.”
NOTA: Como sabem, os tesouros também pagam impostos. Resulta da lei comunitária a obrigatoriedade de comunicar ás autoridades locais a intenção de procurar um tesouro, bem como a de revelar a sua efectiva descoberta.
14:00 – Em Oia, (na carta náutica - Oya).
Registo da Inês – Ancoramos o barco e saímos no bote. O mapa diz: “… depois, alinhe a cruz de dentro com a de fora pela janela Norte…” Ligamos o GPS e verificarmos o Norte, fomos ver quantas janelas tinha. O problema é que não sabíamos como entrar. As janelas “seteiras”, estão muito altas. Alguns minutos mais tarde apareceu uma senhora que trazia flores, abriu a porta e deixou-nos entrar enquanto as distribuia pelas jarras do altar. Fomos tentar descobrir o alinhamento. Lá dentro é lindíssimo. Mas com pouca luz. Uma das janelas norte, é dentro de um espaço onde se encontra uma pia baptismal. Com a ajuda do meu Pai entrei e fui espreitar,
vi duas. Estão no portão. O meu Pai aproveitou para tentar chegar à outra janela Norte. Subiu umas escadas. Abriu uma porta e viu outra cruz, que alinhava com as janelas. Cruzes, são tantas. Apontamos os pontos dados pelo GPS. Agora vamos ter de sair daqui. A senhora colocou as flores rápidamente, ficaram lindas. Lá fora, teremos tempo para fazer as marcações no mapa e ver se bate certo o que registamos. Sabemos que esta linha, tem de se cruzar com a outra que encontramos no Cervo. Se os pontos estiverem mal teremos de voltar a entrar aqui dentro. Vamos ver. Beijinhos. Obrigada por nos estarem a acompanhar.
10:00 - Voltamos ao Mosteiro.
Registo da Inês - Depois de um susto muito grande com o acidente do Zack, voltamos para Sul porque temos de ir procurar a segunda marca. O dia está lindinho. E cá vamos nós.
Registo do Pai da Inês - A viagem não é muito longa. A antes do fim da noite estamos de volta. Hoje o mar está estranho.
01:00 : Grave acidente no mar.
Registo do Pai da Inês - Os meus amigos do Zack, tiveram um grave acidente.
Foram momentos terríveis.
Lamentavelmente um dos flutuadores partiu e o trimarã voltou-se. O Pajoal desconfiou que se passava alguma coisa de errado e comunicou o desaparecimento. O helicóptero com equipamento de busca e salvamento nocturno foi formidável. Que sorte. Tudo correu bem. O pequeno Filipe de 7 anos estava na viagem. Que bom, ficamos contentes que tudo tivesse acabado bem. A Inês manda beijinhos para vocês todos. Ficamos muito contentes mal soubemos que todos estavam salvos.
Leiam tudo sobre o salvamento aqui.
Num dos post`s deste blog, podem ver o Zack.
09:00 - A caminho de Bayona.
Registo do Pai da Inês – Vamos ter de voltar a Oya. Uma das marcas está lá. Temos pouca água doce. Decidimos ficar na marina de Bayona, é aqui perto.
11:00 – Amarramo-nos ao finger. Com o cabo morto.
7:33 - A mudança.
Registo da Inês - O vento parou e o barco rodou. Ficou voltado de frente para a praia. As ondas desapareceram. O mar ficou um lago mágico.
Registo do Pai da Inês - Eu não sei escrever, nem descrever o fim de uma tempestade. Tudo ficou diferente. Em segundos. O mar, o vento, a corrente. As nossas caras. Agora com um sorriso de mimo, como se tivéssemos acabado de receber o primeiro colo, depois de nascermos. Jamais, alguém será capaz de escrever o fim de uma tempestade.
6:00 - Amanhecer.
Registo da Inês – Acordei, o meu Pai estava sentado nas escadas, metade fora da cabine, todo molhado. Passou assim a noite. Eu dormi no salão. O barco balança violentamente. Hoje vou ter de beber o leite por um biberão. Assim não se entorna.
Registo do Pai da Inês - Com o acordar da manhã, vejo que alguns dos outros barcos foram empurrados para Norte. Agora que o dia lhes traz mais segurança, começam a corrigir posições.
04:00 - A noite não desiste.
Registo do Pai da Inês - Embora o risco seja baixo, a violência da noite é grande. O vento empurra o barco num sentido diferente da corrente. As ondas embatem com alguma violência de bombordo. Esta explosiva combinação de forças da natureza é, acreditem, desesperante. A Inês sabe que o mar é muito perigoso. Temos consciência de que é este o momento de o respeitarmos. Silenciosamente. Para que ele nos aceite como súbditos do seu encanto.
24:00 - Uma longa noite.
Registo da Inês. Estamos pertinho da praia. A uns 100 metros. Temos os coletes. O meu Pai tem um cabo para me prender a ele se for preciso ir para terra. Não tenho sono nenhum.
Registo do Pai da Inês – Ao chegarmos perto do abrigo, procurei um lugar seguro. No cabo da âncora, coloquei outro ferro como segurança. Foi difícil ancorar aqui porque o vento era muito forte. A Inês manobrou o leme certinho. Parando o barco sobre as correntes e de encontro ao vento para eu baixar os ferros. Uma manobra histórica, realizada dentro de uma tempestade.
Frente ao veleiro, estão outros barcos. Vemos as luzes de topo de mastro acesas. Estamos juntos.
21:00 - Tempestade no mar.
Registo do Pai da Inês - O CARPE DIEM tem dois motores, um deles é de reserva. Hoje trabalharam a par, no máximo para vencer as correntes. Chegamos a uma ilha que fica entre o mar alto e a terra. Estamos seguros aqui. Mas a noite vai ser daquelas que ninguem quer. Quando decidi procurar o tesouro com a minha filha nunca imaginei ter de passar por isto. Mas já que vai ter de ser, que seja uma lição.
19:00 – A violência do mar não permite tempo para mais nada a não ser olhar bem o que estamos a fazer.
Registo da Inês – Devíamos ter ficado em Oya, está lá a segunda marca. Teremos de voltar aqui amanhã. O mar está muito perigoso para desembarcarmos. A enseada do mosteiro é muito pequena e pouco abrigada.
Registo do Pai da Inês – Meus amigos, não entrem no mar. Tem correntes como só vejo no Inverno. Está muito mau mesmo. Esperamos poder enviar fotografias. Vamos ter uma noite complicada. Mais tarde, conto o que nos aconteceu até aqui. Agora volto para o leme.
17:30 - O mar está muito violento. Frente ao mosteiro não teremos abrigo. Vejo na carta que é melhor abrigar o veleiro na "Isla de San Martin".
16:00 - Deixamos o rio Minho. A próxima paragem é em Oya.
Registo da Inês - No mapa diz que devemos ir até um Mosteiro. Está escrito assim: "...depois, alinhe a cruz de dentro com a de fora pela janela norte..."
Registo do Pai da Inês – Não conheço o Mosteiro de Oya. Está numa enseada de abrigo, vem na carta de navegação. Sei que tem um degrau na entrada mais alto do que o patamar interior, para não deixar passar a água do mar.
11.33 - Chegamos ao cervo.
Registo da Inês – Deixamos o bote escondido, fico com medo que alguém o vá buscar.
Registo do Pai da Inês - É impressionante. O cervo visto lá de baixo parece tridimensional, em bronze. Aqui, é um amontoado de chapas e tubos soldados É uma obra de arte. A Inês descobriu o alinhamento, já temos a primeira linha traçada no mapa. Aponta para as Ilhas Cies. Inicialmente pensávamos que o tesouro estivesse em Ons, mais a norte. Agora vemos no mapa que este alinhamento nos conduz às cies, ou a uma outra ilha militar antes. Mas no mapa nós não podemos entrar nesta zona, está vedada a uso militar. Complicado isto. Só na próxima marca é que podemos avaliar melhor a situação. Se de facto se tratar da ilha vedada, nós não poderemos entrar lá. Poderia ser perigoso.
Daqui vê-se a ilha dos amores, em forma de coração.
O dia não ajuda. Mas valeu a pena vir aqui buscar esta marca. É lidíssima a paisagem.
03:00 – Chove muito.
Registo do Pai da Inês – O tempo ficou pior. A Inês dorme tranquila. Verifico a amarração. Os cabos. O poço do barco. As escotilhas.
6:30 – Acordamos.
Registo da Inês – Sonhei que tínhamos umas bicicletas para andar em cima da água, e como não estava vento eu e o meu Pai pedalávamos frente ao veleiro a rebocá-lo. Contei-lhe o sonho, e ele disse: já sei porque acordei cansado. Hihihih
Registo do Pai da Inês – Sacudimos os “saco cama” e as almofadas. Arrumamos a sala e a cabine da proa. Vamos tomar o pequeno-almoço. A Inês bebe leite com flocos. Como vamos sair no bote e pode chover, levamos fatos de Inverno. Depois temos uns quatro quilómetros de subida. Lá em cima vamos procurar um ponto que determina a primeira linha indicadora. O que temos de descobrir é: “no pé do cervo, uma pedra alinha com uma ponte”…
23:00 – Começamos a estivar o barco. Verificamos todas as pontas de cabos. Confirmamos a amarração. Programamos o alarme do GPS, é ele que nos acorda quando o barco se movimenta. Esticamos os cabos de mastro para não termos muito barulho de noite. Fechamos todas as entradas de água, do lavatório da casa de banho e da cozinha (enviamos fotos no futuro). Colocamos as lanternas de emergência por perto.
Registo da Inês – Foi arrepiante subir ao mastro. Balança bastante quando se está lá em cima, e não foi fácil prender o cabo com todo aquele movimento. Mas agora que vejo a fotografia que o meu Pai tirou, fico orgulhosa da tarefa. Hoje dormimos na cabine. Está frio. Amanhã vamos de bote até à margem. Depois temos de subir uma montanha. É lá que está a primeira marca.
Registo do Pai da Inês – A noite a bordo é sempre mágica. Aproveitamos para conversar. A Inês gosta de conversar comigo. Tenho sorte por isso. Gosto de ver os olhos dela brilharem com as minhas histórias sobre cientistas malucos. Sabe-me bem ganhar-lhe um sorriso mimalho. Ela diz que sou maluco… e… adormece agarrada à minha mão.
22:00 – O tempo está a ficar encoberto.
Registo da Inês – O meu Tio, a Mariana e o Kikinho, foram embora. Tal como estava combinado. Fico sozinha com o meu Pai. Eu gosto muito de brincar com os meus primos, mas eles não podem continuar. Já sei que vou ter mais tarefas... Hihihihih que seca.
Registo do Pai da Inês – O mastro do CARPE DIEM tem uns cabos laterais (brandais), uns ligam ao topo do mastro, outros a meio mastro. Tem outro cabo, que une o topo do mastro à proa (chama-se estai). Como o tempo está a ficar mau, parece-me melhor colocar um cabo (que falta) do meio mastro ao meio do convés. A tarefa é complicada, mas tenho medo que seja muito importante pois corre-se algum risco de desarmar o mastro se por acidente partir o estai. Como só estou eu e a Inês e só agora me lembrei desta falta, vai ter de ser mesmo ela a colocar o cabo. Coloco-lhe um arnês, prendo-a ao cabo da vela grande. Como segurança, nas costas, fica o cabo da Genoa. Ficou assim. E foi içada por mim, com a ajuda dos enroladores. Foi complicado montar o cabo que faltava. Mas já está. Agora vamos beber um chá, para nos aquecermos.
19:00 - Entramos no rio Minho.
É a minha vez de ir ao leme.
O fim de tarde está fantástico.
12:30 - Está fantástico o mar.
Registo da Inês - Resolvemos parar para nadar. Mergulhamos do barco. É escuro e frio. Aqui o mar tem 80 metros de profundidade. Abro os olhos quando mergulho, tenho medo que algum animal marinho desconhecido nos ataque. A água está fria e somos empurrados pela corrente para longe do barco. Temos de estar sempre a nadar.
O meu Tio atirou um cabo ao mar com uma defensa na ponta, para podermos estar a tomar banho seguros ao barco. Estamos cansados. Brrrr ... que frio...
Registo do Pai da Inês - Adoram quando a bordo se dá ordem para “baixar velas
ou desligar motores”, já sabem que vamos nadar. Sabe bem antes do almoço, aumenta a qualidade dos temperos.
O mapa que me enviaram, tem três pontos, de cada um, parte uma linha que se cruza com as outras duas. É nesse ponto que se encontra o tesouro. Para nós descobrirmos os pontos dessas linhas, temos de acertar o alinhamento a partir de três pontos que se encontram no percurso da viagem. Sabemos que o prolongamento das linhas só pode dar numa de três ilhas que se encontram no Norte de Espanha. Não sabemos ainda qual é a ilha, muito menos o lugar exacto.
A tarefa não é fácil. Hoje vamos até ao rio Minho, depois temos de subir uma parte (talvez de bote). É lá que se encontra o alinhamento da primeira linha.
Registo da Inês - Pás, picaretas e lanternas, era o que eu tinha no inicio da lista de compras. O meu Pai fartou-se de rir, e disse-me: usamos os remos do bote e os bicos da ancora pequena para escavar se for necessário.
Registo do Pai da Inês - Procurar um “tesouro”, não é uma tarefa muito educativa. Espero que não exista. Que seja uma brincadeira, ou que não o encontremos. Parece-me mais agradável assim.
4:50 - Já estamos todos a bordo do CARPE DIEM.
No primeiro dia de viagem temos a companhia da Mariana e do Kikinho. O Tio e o Pai levam o barco para Norte. Dois dias depois, ficamos sozinhos, rumo ao destino do mapa.
6:00 - Partimos.
A ausência de vento obriga-nos a ligar o motor. Estamos com sono e os coletes não dão muito jeito para nos deitarmos.
6:30 - Deixamos o rio. O Mar está calmo mas com algum nevoeiro.
8:00 - O dia começa a ficar brilhante. Ligamos o piloto automático e levantamos as velas. Ainda-se vê terra ao longe.
11:00 - Alto mar. Sabe bem ver outro barco.
I - O mapa da garrafa
Registo do Pai da Inês – Tenho dúvidas da veracidade do mapa que me enviaram. A marca, cai numa ilha, no norte de Espanha. É até lá que vamos velejar.
I - O mapa da garrafa
Registo da Inês - Há cerca de cinco anos, o meu Pai, recebeu uma garrafa de Vinho do Porto, dentro de uma caixa. Alguns meses mais tarde, ao retirar a garrafa, encontrou um mapa e uma carta.
Ficou espantado.
A carta dizia:
“Este mapa marca um tesouro.
Distribuímos 3300 garrafas. Numa das caixas, colocamos este mapa.
Boa sorte Comandante.”
Assinatura ilegível
“Nota: Parte do que temos para si, depende do registo da viagem e entrega de uma cópia do diário de bordo.”
(Em papel timbrado, com a imagem de uma famosa Casa do Douro)
Estes dias, o meu Pai, entregou-me a carta para eu ler. Contou-me, que esperou que eu tivesse idade suficiente para procurar o que está escondido na marca do mapa.
Explicou-me, que podemos não encontrar nada. Já passou muito tempo. Ao longo destes anos, não foi contactado por ninguém. Nunca me disse nada, porque sabia que eu não ia parar de fazer perguntas.
Agora já sei. Estou ansiosa. Farto-me de pensar o que será o tesouro. Como estará escondido? E se não o encontrarmos?
Com a ajuda de alguns amigos. Com a minha licença de rádio amador e algum tempo de satélite, vamos tentar contar a nossa viagem on-line. Alguns momentos da viagem já aconteceram, outros, estarão a acontecer. Vamos tentar colocar o diário de bordo da viagem em tempo real. Sempre que isso for possível.
Pai da Inês